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Por Allyne Araújo, participação toda, e mais que, especial: Rita de Cássia..
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13.2.10

NOS PORÕES DA MENTE versão 2

 
Nos porões da mente escrevo linhas de sangue e dor
Escondo minha face no escuro para que ninguém veja meu olhar assassino,
Dissimulado e perverso...
No fundo sou uma luz morta, um poema esquecido, um verso perdido, uma dor clemente, uma voz tangente, um suspiro inocente corrompido por uma voz cálida e suave ao pé do ouvido...
Sou arrepio oriundo do calor das mãos amigas e amantes de uma madrugada escondida e arriscada, veementemente delirante de tanto desejo e pudor perdido numa chama de amor carnal...
Quando saio à luz de uma vaga, sou doce, sou o mais puro ser que podes ver, sou o mais irresistível sabor que já sentiu, te encanto com a voz mais intrigante que existe e te fascino com isso, com os detalhes, com os toques suaves na pele...
Feito uma brisa, te envolvo e tu não queres que eu te solte...
Eu não te prendo, tu te prendes a mim.
Eu tento, juro que tento fugir de mim, desse ser sujo que sou
Mas eu mesma não consigo soltar-me de mim...
A única coisa que pude fazer foi avisar-te que eu não poderia ser tua, que éramos muito diferentes, pois enquanto tu eras um terreno sólido eu era um pântano e, assim, tu sempre estarias pisando em ovos comigo. Mas tu não me escutaste e quiseste assim mesmo ficar comigo, tolo... Talvez pensando que poderia mudar este ser...
Queria mudar, mas há mais mistérios em mim do que em todo o universo...
Você ainda não sabe quem sou de verdade,
Quando te vejo sinto vontade de mordê-lo até sentir o férreo e quente gosto de teu sangue ardente em paixão, tomar conta do teu corpo convulsivo de incontrolável desejo e te fazer sentir o supremo êxtase da certeza do último sopro de vida, quero te sufocar com um beijo até suplicares pelo ar, e eu, insanamente sorrirei deste teu delírio excitando-me ainda mais...
Ó Deus! Sou cruel... Alimento-me dos pecados e da fragilidade da intrigante carne humana...
Sou assassina porque mato de volúpia os corações que me amam,
Sou suja porque rendo-me a estas voracidades,
Sou dissimulada porque finjo ser um anjo enquanto sou crápula incurável, uma fera que jamais poderá ser dominada, mas que sempre domina...
Sou perversa porque essa volúpia mortal me inebria, incendeia e enlouquece-me de um prazer absurdo e absoluto...
E seus gritos de pavor, angústia, desespero, medo e até mesmo de dor me deixam profundamente repleta de satisfação.
Ó não! Não quero que saibas de tudo isso.
Ó sagrado sol para o qual me confessei, ilumina-me com tua luz intensa, me queima, transforma-me em cinzas para que eu não possa realizar isso tudo ao cair da noite...
Ó ! Esse desejo me consome, e só de pensar meu corpo treme...
Agora, voltarei ao meu lúgrube lugar sombrio onde evoco poesias, devoro filosofia barata e revolvo no intenso prazer do cerne do teu inefável ser, na ardente prática infernal do meu amor louco.

4 comentários:

Nydia Bonetti disse...

Humana, você...

Gosto dos teus textos. beijo!

Fernanda disse...

nos poroes da mente são gurdadas as mais belas palavras...ela ficam lá escondidinhas,guardadas.

Allyne Araújo disse...

profunda!!! falou coisas das quais eu saboto para nao dizer... nossa!! muito lindo mesmo perola!!!!! bjao!

Os brejos ao redor de minha alma agreste... disse...

bigada, mas tá cheio de erros esse poema...
só foi um desabafo q saiu de repente...
mas mto grata pelas palavras de todas,esforçarei-me mais para escrever algo digno de ser lido por tão iluminadas pessoas.
bjos!!!

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